Curi fez, Curi vai fazer: atuação chega às grandes cidades da Região Metropolitana e mira gargalos que dependem de Brasília
Saúde, educação, pavimentação e infraestrutura estão entre os investimentos acompanhados por Alexandre Curi em São José dos Pinhais, Colombo, Araucária, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara e Campo Largo; no Senado, prioridades incluem Aeroporto Afonso Pena, ferrovia, rodovias e saúde metropolitana Uma escola ampliada com quase R$ 5,8 milhões em Araucária. Duas UTIs móveis para São […]
Saúde, educação, pavimentação e infraestrutura estão entre os investimentos acompanhados por Alexandre Curi em São José dos Pinhais, Colombo, Araucária, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara e Campo Largo; no Senado, prioridades incluem Aeroporto Afonso Pena, ferrovia, rodovias e saúde metropolitana
Uma escola ampliada com quase R$ 5,8 milhões em Araucária. Duas UTIs móveis para São José dos Pinhais. Outras duas para Colombo. R$ 4,5 milhões previstos para um Pronto Atendimento Municipal em Fazenda Rio Grande. Urbanização em Pinhais, pavimentação em Piraquara e investimentos em escolas de Campo Largo.
A atuação de Alexandre Curi (Republicanos) na Grande Curitiba se espalha por municípios que, juntos, concentram uma parcela expressiva da população e da economia paranaenses.
São cidades que cresceram até praticamente encontrar Curitiba, mas mantêm necessidades próprias. O morador pode viver em Colombo e trabalhar na capital, sair diariamente de Fazenda Rio Grande pela BR-116, trabalhar numa montadora em São José dos Pinhais, numa indústria de Araucária ou depender do transporte metropolitano em Piraquara.
Por isso, a atuação na região combina duas escalas.
A primeira é municipal: recursos para escolas, saúde, pavimentação, assistência social, equipamentos e serviços.
A segunda é metropolitana: hospitais, rodovias, aeroporto, ferrovias, transporte e infraestrutura que atendem moradores de várias cidades ao mesmo tempo.
É também nessa segunda escala que Curi pretende concentrar parte da atuação no Senado, especialmente nos problemas que dependem de decisões tomadas em Brasília.
Araucária: quase R$ 5,8 milhões para ampliar o Colégio Fazenda Velha
Em Araucária, o principal investimento diretamente relacionado à carteira acompanhada pelo mandato está na educação.
São R$ 5,78 milhões para a ampliação do Colégio Estadual Fazenda Velha, valor registrado integralmente como liberado.
É um investimento de porte muito superior às pequenas intervenções escolares normalmente encontradas na carteira parlamentar e, por isso, representa o principal exemplo da atuação de Curi no município.
A cidade também aparece com recursos destinados ao saneamento rural da comunidade de Mato Dentro, projeto destinado a beneficiar aproximadamente 100 famílias.
Mas Araucária possui importância que ultrapassa os investimentos municipais.
A cidade abriga a Refinaria Presidente Getúlio Vargas e um dos maiores polos industriais do Paraná, além de estar ligada aos principais corredores rodoviários e ferroviários da Região Metropolitana.
Essa característica transforma indústria, energia, logística e formação profissional em parte importante da agenda que Curi pretende levar para Brasília.
São José dos Pinhais: R$ 1,1 milhão para duas UTIs móveis
Em São José dos Pinhais, um dos investimentos mais recentes está diretamente ligado à saúde.
A carteira registra R$ 1,1 milhão para duas ambulâncias UTI móveis, com os recursos integralmente liberados em dezembro de 2025.
Os veículos ampliam a estrutura disponível para transportar pacientes que necessitam de suporte avançado durante o deslocamento.
A atuação registrada no município inclui também educação.
Foram R$ 100 mil para o Colégio Estadual Antônio Vieira, R$ 100 mil para o Colégio Estadual do Guatupê e R$ 88,4 mil para 18 aparelhos de ar-condicionado da Escola Eunice Borges da Rocha. Outros R$ 130 mil estão registrados para o Colégio Estadual Dra. Zilda Arns Neumann.
Há ainda R$ 324,7 mil relacionados ao saneamento rural das comunidades Campina da Faxina e Faxina, projeto destinado a beneficiar 288 famílias.
Na assistência social, a carteira registra R$ 150 mil para a Comunidade Amigos da Vida e outros R$ 100 mil destinados a entidades ligadas às Apaes.
A combinação ajuda a mostrar as diferentes faces de São José: ao mesmo tempo em que é uma das maiores cidades da Região Metropolitana e um dos principais polos industriais do Estado, mantém extensa área rural e comunidades com necessidades semelhantes às dos pequenos municípios.
Colombo: saúde ganha nova dimensão
Em Colombo, a saúde oferece dois exemplos diferentes de atuação.
O primeiro está diretamente na carteira acompanhada pelo mandato: R$ 1,1 milhão para duas ambulâncias UTI móveis, valor integralmente liberado em dezembro de 2025.
O segundo é muito maior, mas exige uma distinção importante.
A construção do Hospital Geral de Colombo é uma obra do Governo do Estado em parceria com a Prefeitura. Sua dimensão faz dela uma das principais transformações em andamento na Grande Curitiba.
O projeto prevê 126 leitos, dez deles de UTI, quatro salas cirúrgicas e capacidade para realizar milhares de exames mensalmente.
A obra foi contratada por aproximadamente R$ 62,5 milhões e o investimento total deverá superar R$ 100 milhões com equipamentos e demais estruturas.
Curi acompanha o projeto e participou das agendas relacionadas à execução do hospital. Em 2025, ao receber o título de Cidadão Honorário de Colombo, voltou a citar a unidade entre as principais conquistas recentes do município.
A relevância ultrapassa Colombo.
Ao criar uma nova estrutura hospitalar de grande porte fora de Curitiba, o hospital poderá atender pacientes de diferentes municípios e ajudar a reduzir a pressão sobre as unidades da capital.
Fazenda Rio Grande: R$ 4,5 milhões para Pronto Atendimento e nova UTI móvel
Em Fazenda Rio Grande, o principal investimento relacionado à carteira de Curi também está na saúde.
São R$ 4,5 milhões registrados para um Pronto Atendimento Municipal.
Diferentemente das UTIs móveis, porém, esse valor ainda aparece como pendente. Por isso, é tratado como investimento acompanhado pelo mandato, e não como estrutura já entregue.
Já uma ambulância UTI móvel de R$ 550 mil aparece integralmente liberada.
A carteira registra ainda R$ 1,5 milhão para uma estrutura de hidroterapia, também ainda pendente.
Mas Fazenda Rio Grande vive atualmente uma transformação que vai muito além desses investimentos.
O crescimento acelerado da população transformou a mobilidade em um dos maiores problemas locais.
Em 2025, Estado e município anunciaram aproximadamente R$ 144 milhões em investimentos, incluindo dois novos viadutos sobre a BR-116 e pavimentação urbana.
Curi participou dessa agenda como presidente da Assembleia.
As obras são estaduais e municipais e não entram como recursos individuais do mandato, mas enfrentam um problema que afeta diariamente milhares de moradores: a dificuldade de acesso entre a cidade, a BR-116 e Curitiba.
O desenvolvimento econômico também ganhou nova dimensão com grandes investimentos privados e a expansão do polo industrial da cidade.
Pinhais: mais de R$ 2 milhões em urbanização e lazer
Em Pinhais, a atuação registrada pelo mandato está concentrada principalmente na infraestrutura urbana.
O maior investimento é de aproximadamente R$ 1,59 milhão para urbanização de calçadas nas ruas Antônio Zielonka, Aluísio Azevedo e Romeu Pires, valor integralmente liberado.
Há ainda cerca de R$ 320 mil para o Meu Campinho, investimento identificado na base como emenda do deputado, e R$ 261,6 mil para implantação de infraestrutura de lazer na Rua 15 de Novembro.
Somadas, essas três intervenções representam mais de R$ 2,17 milhões já liberados.
Na saúde, outra ambulância UTI móvel de R$ 550 mil foi liberada em 2025.
Pinhais representa bem uma característica específica da Grande Curitiba: município territorialmente pequeno, densamente urbanizado e completamente integrado à dinâmica da capital.
Por isso, mobilidade, transporte coletivo e integração metropolitana têm impacto direto sobre a vida de sua população.
Piraquara: pavimentação, saúde e proteção dos mananciais
Em Piraquara, a carteira registra investimentos principalmente em infraestrutura, educação e saúde.
São R$ 500 mil liberados para pavimentação e outros R$ 400 mil registrados para pavimentação asfáltica por emenda parlamentar, ainda pendentes.
Há ainda R$ 575 mil relacionados à sinalização viária urbana.
Na saúde, uma UTI móvel de R$ 550 mil foi integralmente liberada em dezembro de 2025.
Na educação, aparecem recursos do Escola Mais Bonita e para climatização de unidades estaduais. A Apae também recebeu R$ 50 mil.
Mas Piraquara possui uma particularidade que torna seu desenvolvimento uma questão metropolitana.
Parte importante dos mananciais responsáveis pelo abastecimento de Curitiba e municípios vizinhos está em seu território.
Isso faz com que habitação, saneamento e crescimento urbano precisem ser conciliados com a preservação ambiental e a segurança hídrica de milhões de pessoas.
Campo Largo: quase R$ 680 mil para o Macedo Soares e investimentos em escolas
Em Campo Largo, a educação concentra os exemplos mais consistentes da carteira do mandato.
O principal deles é de aproximadamente R$ 679,7 mil para reparos no Colégio Estadual Macedo Soares, valor registrado integralmente como liberado.
Outras três unidades aparecem com R$ 100 mil cada pelo Programa Escola Mais Bonita: os colégios Aloísio, Sagrada Família e São Francisco de Assis.
Na saúde, Campo Largo também recebeu R$ 550 mil para uma ambulância UTI móvel, liberada em dezembro de 2025.
A posição geográfica da cidade acrescenta outra dimensão à agenda.
Campo Largo está conectado à capital pela BR-277 e possui ligação com Araucária e o polo industrial metropolitano. Rodovias, concessões e logística interferem diretamente na mobilidade dos moradores e na competitividade das empresas.
Uma metrópole em que os problemas atravessam as divisas
Os exemplos mostram que a Grande Curitiba exige uma lógica diferente daquela aplicada aos municípios pequenos.
Uma ambulância pertence a uma cidade. Uma escola está dentro de um município. Uma rua é responsabilidade local.
Mas os principais desafios metropolitanos atravessam essas fronteiras.
O Hospital de Colombo pode reduzir a pressão sobre unidades de Curitiba. Um congestionamento em Fazenda Rio Grande interfere na BR-116. A BR-277 liga Campo Largo à capital. Os mananciais de Piraquara abastecem moradores de outras cidades. O aeroporto localizado em São José dos Pinhais atende todo o Paraná.
E trabalhadores atravessam essas divisas todos os dias.
“Minha atuação sempre começa pelo município, porque é onde as pessoas vivem e onde o problema aparece. Mas na Grande Curitiba muitas soluções precisam ser pensadas regionalmente. É preciso cuidar da escola e da ambulância, mas também do hospital, da rodovia, do transporte e da infraestrutura que atende várias cidades ao mesmo tempo. Quero levar essa experiência para Brasília”, afirma Curi.
Curi vai fazer
Se a atuação como deputado permitiu buscar recursos para demandas municipais e participar da articulação de grandes investimentos estaduais, parte dos próximos gargalos da Grande Curitiba depende diretamente do Governo Federal.
Aeroporto, ferrovia, rodovias concedidas, financiamento da mobilidade, habitação e recursos federais para saúde estão entre essas áreas.
São justamente esses temas que Curi pretende priorizar no Senado.
Nova pista do Afonso Pena
Uma das maiores pautas federais da Grande Curitiba está em São José dos Pinhais.
Curi defende atuar para destravar a nova pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena.
A ampliação da infraestrutura aeroportuária pode aumentar a capacidade operacional, permitir novas conexões e fortalecer o transporte de passageiros e cargas.
O impacto ultrapassa São José.
O aeroporto é estratégico para turismo, indústria, logística e atração de investimentos para toda a Região Metropolitana e para o Paraná.
A proposta é utilizar o Senado para acompanhar concessionária, órgãos reguladores e Governo Federal e cobrar o avanço do projeto.
Tirar os trens de carga das áreas urbanas
Outra prioridade é o Contorno Ferroviário de Curitiba e Região Metropolitana.
A atual malha ferroviária atravessa áreas densamente ocupadas e cria conflitos entre transporte de cargas e circulação urbana.
Curi pretende atuar em Brasília para buscar uma solução que reorganize essa malha e melhore simultaneamente a logística de cargas em direção ao Porto de Paranaguá.
A pauta interessa especialmente aos grandes polos industriais metropolitanos.
Para cidades como Araucária e São José dos Pinhais, ferrovia, rodovia, aeroporto e indústria fazem parte de uma mesma equação logística.
Fiscalizar as novas concessões
As novas concessões rodoviárias também atravessam diretamente a Grande Curitiba.
BR-116, BR-277, Contorno Sul e outros corredores são utilizados diariamente por moradores e empresas da região.
No Senado, Curi propõe fiscalizar os contratos junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres, acompanhando tarifas, cronogramas e execução das obras.
A proposta é cobrar que os investimentos previstos nos contratos sejam efetivamente realizados durante o período das concessões.
Para quem mora em Fazenda Rio Grande, Campo Largo, Araucária ou São José dos Pinhais, decisões tomadas pela ANTT em Brasília podem interferir diretamente no deslocamento diário.
Transporte metropolitano precisa de apoio federal
A mobilidade não pode depender exclusivamente de novas pistas e viadutos.
Centenas de milhares de moradores utilizam diariamente ônibus entre os municípios da Região Metropolitana e Curitiba.
Curi pretende defender maior participação da União no financiamento da mobilidade urbana e metropolitana.
Os recursos podem apoiar corredores exclusivos, terminais, integração dos sistemas, renovação das frotas e adoção de ônibus menos poluentes.
A proposta é tratar transporte coletivo como infraestrutura estratégica de uma metrópole, e não apenas como problema isolado de cada prefeitura.
Mais saúde fora de Curitiba
As UTIs móveis destinadas a diferentes municípios resolvem uma necessidade importante, mas não substituem estruturas hospitalares.
O Hospital Geral de Colombo aponta um caminho: ampliar a capacidade de atendimento de média e alta complexidade fora da capital.
No Senado, Curi pretende defender aumento da participação federal no financiamento do SUS e direcionamento de recursos para a regionalização da saúde.
O objetivo é permitir que moradores da Grande Curitiba encontrem mais especialidades, exames, cirurgias e tratamentos perto de casa.
Ao mesmo tempo, isso reduz a pressão sobre os grandes hospitais instalados em Curitiba.
Habitação acompanhada de infraestrutura
A expansão populacional de municípios como Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais, Colombo, Piraquara e Araucária aumenta a demanda habitacional.
Mas Curi defende que política habitacional não seja resumida à construção de casas.
A proposta é articular recursos federais para que novos empreendimentos sejam acompanhados de saneamento, transporte, escolas, saúde e infraestrutura urbana.
O objetivo é evitar que a expansão da Região Metropolitana produza bairros cada vez mais distantes do emprego e dos serviços públicos.
Preservar os mananciais sem impedir o desenvolvimento
A proteção da água também é uma pauta metropolitana.
Municípios como Piraquara preservam áreas fundamentais para o abastecimento de toda a região e, ao mesmo tempo, convivem com pressão por moradia e desenvolvimento urbano.
Curi propõe buscar recursos federais para saneamento, recuperação ambiental e proteção dos mananciais.
A ideia é dividir o custo da preservação.
Municípios que protegem recursos naturais utilizados por milhões de pessoas não podem carregar sozinhos as limitações e os custos decorrentes dessa função ambiental.
Indústria, emprego e formação profissional
A Grande Curitiba concentra alguns dos maiores polos industriais do Paraná.
São José dos Pinhais possui um dos principais complexos automotivos do país. Araucária reúne refinaria e indústrias de diferentes segmentos. Fazenda Rio Grande vive forte expansão industrial. Campo Largo também possui tradição fabril.
Em São José, a expansão do complexo Renault-Geely envolve R$ 3,8 bilhões em investimentos privados e reforça o peso da indústria automotiva na economia regional.
A proposta de Curi para o Senado é aproximar ensino técnico, universidades, institutos federais e setor produtivo.
A formação profissional deve acompanhar as mudanças da própria indústria, incluindo automação, inteligência artificial, eletrificação, novas fontes de energia e tecnologias de baixa emissão.
O objetivo é fazer com que a atração de grandes investimentos se transforme também em oportunidades para os trabalhadores da região.
“Quem mora na Grande Curitiba não vive dentro de uma divisa no mapa. Mora em uma cidade, trabalha em outra, pega uma rodovia federal, usa o aeroporto de São José, depende da água de Piraquara e muitas vezes busca atendimento de saúde em outro município. Quero trabalhar no Senado com essa visão metropolitana, trazendo recursos e cobrando as decisões de Brasília que interferem diretamente na vida de quem mora aqui. Menos Brasília, mais Paraná significa também fazer a União enxergar a Grande Curitiba como a metrópole que ela já é”, afirma Curi.
