Alexandre Curi
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“O discurso não é maior que o trabalho”, diz Alexandre Curi em sabatina do Bem Paraná

Candidato ao Senado afirmou que eleitor está valorizando entregas e serviço prestado e defendeu que o Brasil conheça um Paraná marcado pelo diálogo entre os poderes e pela prioridade às políticas públicas Alexandre Curi (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (28), durante sabatina do Bem Paraná, que o eleitor está dando cada vez mais peso ao trabalho […]

Candidato ao Senado afirmou que eleitor está valorizando entregas e serviço prestado e defendeu que o Brasil conheça um Paraná marcado pelo diálogo entre os poderes e pela prioridade às políticas públicas

Alexandre Curi (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (28), durante sabatina do Bem Paraná, que o eleitor está dando cada vez mais peso ao trabalho realizado na hora de decidir o voto. Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná e candidato ao Senado, Curi relacionou o desempenho de sua candidatura à trajetória construída nos municípios e às entregas realizadas ao longo da vida pública. “As pessoas estão decidindo o voto através do trabalho. As pessoas entenderam que o discurso não é maior que o trabalho. Que aqueles que falam bonito não impressionam. Os que impressionam são aqueles que têm capacidade de tirar grandes projetos do papel”, afirmou.

Na entrevista, que encerrou a série de sabatinas do Bem Paraná com os candidatos ao Senado, Curi apresentou propostas para saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, além de abordar temas nacionais, como a relação entre os poderes e mudanças nas regras do Supremo Tribunal Federal.

Trabalho como cartão de visitas

Ao defender que a experiência administrativa é um dos pilares de sua candidatura, Curi citou medidas adotadas na Assembleia Legislativa. Segundo ele, a Casa saiu da sétima posição no ranking de transparência para conquistar o Selo Diamante e chegar ao nível máximo de transparência. Também destacou a economia de recursos do Legislativo e a destinação de R$ 622 milhões economizados em 2025 para ações nos municípios, como hospitais, creches e pavimentação. “Eu não estou aqui pedindo nenhum aplauso, é obrigação. Mas eu fico muito feliz de ver o processo eleitoral com as pessoas engajadas, mas principalmente valorizando quem tem trabalho, quem tem serviço prestado pelo seu Estado”, declarou.

Curi também voltou a defender maior presença política do Paraná em Brasília. Para ele, a atuação de um senador não deve se limitar à votação de projetos e à fiscalização, mas incluir a defesa direta dos interesses do Estado junto ao Governo Federal e às agências reguladoras. “É função do senador defender o Estado, sim. Não vou estar lá isolando, vou estar lá fiscalizando, vou estar lá combatendo, mas vou estar lá defendendo o Estado. O senador é o representante do Estado como ente federativo”, disse.

Saúde, educação e fronteiras

Questionado sobre os principais problemas do Paraná que dependem de Brasília, Curi apontou três áreas prioritárias: saúde, educação municipal e segurança nas regiões de fronteira.

Na saúde, voltou a defender a revisão da tabela do SUS destinada aos hospitais filantrópicos e Santas Casas. Segundo o candidato, essas instituições concentram 75% dos procedimentos de alta complexidade e 50% dos atendimentos realizados no Estado e enfrentam dificuldades porque os valores federais pagos por diversos procedimentos estão defasados.

Na educação, defendeu maior participação da União nos investimentos destinados aos municípios paranaenses, especialmente para escolas, CMEIs e creches. “O Paraná tem que ser valorizado”, afirmou ao comparar os investimentos federais destinados ao Estado com os recebidos por outras unidades da Federação.

Na segurança, destacou a necessidade de investimentos federais nas fronteiras, integração entre as forças policiais, tecnologia e maior estrutura de órgãos como a Receita Federal. Também defendeu tratamento diferenciado para Foz do Iguaçu diante das características da tríplice fronteira e da demanda de brasileiros que vivem no Paraguai e utilizam serviços públicos no município.

Ferroeste entre as prioridades

Outro tema abordado foi a infraestrutura ferroviária. Curi classificou os investimentos na Ferroeste como uma das principais necessidades estruturais do Paraná para os próximos anos.

Segundo ele, será necessária uma articulação com o Governo Federal para integrar os trechos ferroviários, estruturar uma nova concessão e garantir investimentos em ligações estratégicas. O candidato citou ainda gargalos na Serra da Esperança e na Serra do Mar e afirmou que o crescimento econômico e a expansão das cooperativas exigem infraestrutura capaz de acompanhar o aumento da produção.

“Um crescimento econômico de 5% tem que ser acompanhado de infraestrutura. E infraestrutura nas rodovias e de ferrovia. Para tirar os caminhões é investimento em ferrovia e não há outra forma”, disse.

“Qual é o Paraná que o Brasil ainda não conhece?”

Na reta final da entrevista, Curi foi questionado sobre qual Paraná, retratado pelo slogan “Menos Brasília, Mais Paraná”, o restante do Brasil ainda não conhece.

A resposta sintetizou uma das principais mensagens apresentadas por ele durante a sabatina. “O Paraná que dá exemplo da pacificação dos poderes, o Paraná que priorizou políticas públicas e saltou do sétimo lugar para a melhor educação do Brasil e da América Latina, o Paraná que descentralizou a saúde e o Paraná que deu um exemplo de que essa pauta ideológica radical não resolve o problema das pessoas”, respondeu.

Curi afirmou que o modelo que pretende levar a Brasília está baseado no diálogo institucional e na concentração dos esforços do poder público em problemas concretos da população. “Nós sentamos na mesma mesa e colocamos o Paraná em primeiro lugar”, afirmou. Para ele, o avanço de políticas públicas depende também da capacidade de diálogo entre instituições: “Onde há paz e harmonia, existe prosperidade. O Brasil precisa voltar a ter paz, precisa voltar a debater”.

Ao encerrar a entrevista, Curi voltou a relacionar essa proposta à busca por maior protagonismo do Estado no Senado. “O nosso Estado é muito grande, é muito forte, não pode ficar mais oito anos sem protagonismo, sem força no Senado”, concluiu.

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